As criptomoedas podem gerar um apagão elétrico?




Criptomoeda é um ativo digital cada vez mais popular entre os brasileiros. Por trás das criptomoedas, no entanto, existe uma tecnologia chamada blockchain, que é basicamente um sistema que permite a troca de informações por meio da internet.


Esse processo envolve avançados sistemas de criptografia que protegem dados e informações. São milhares de códigos que carregam informações conectadas, como blocos de dados formando uma grande corrente.


E o que as criptomoedas têm a ver com a energia elétrica?

A chamada "mineração de criptomoedas" é um método para gerar e validar essas moedas digitais na blockchain. Para minerar, são necessários computadores sofisticados e superpotentes, capazes de resolver problemas matemáticos criptografados, ligados o tempo todo.


Toda essa tecnologia acaba consumindo muita energia elétrica para operar e, por isso, o custo da mineração pode ser bastante alto. O Irã, por exemplo, enfrentou uma série de apagões que teriam sido causados pela sobrecarga elétrica de grandes fazendas de mineração, em 2021. A prática chegou a ser proibida temporariamente.


Mineração mais sustentável

Com a popularização das criptomoedas e o debate sobre o gasto de energia, a tendência global é de que os mineradores atuem em lugares que priorizam o uso de energias mais sustentáveis, como a energia solar fotovoltaica. Há até mesmo empresas que incentivam a mineração com energia limpa e que recompensam os mineradores que comprovarem o uso de fontes renováveis no processo.


Alguns países proíbem a mineração em função do alto consumo energético e outros avaliam um sistema de regulação para a atividade. Conforme um levantamento da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, a mineração do bitcoin - uma criptomoeda - consome mais energia do que toda a Argentina. São cerca de 130,9 Terawatt-horas/ano, contra 125 Terawatt-horas/ano consumidos pelo país todo.


Especialistas afirmam que a criptomoeda não é o maior problema e que os próprios bancos tradicionais geram um consumo de energia muito mais alto, mas no futuro, a questão pode tomar maiores proporções.